TV: The Keepers – Netflix

Os posts mais acessados aqui do blog com certeza são resenhas de conteúdo da Netflix. Infelizmente, não sei se essas visitas acontecem antes ou depois de vocês verem o que eu estava recomendando… Mas, se você chegou aqui se perguntando se deveria ou não colocar The Keepers na sua lista, vou ser direta: com certeza. É imperdível. Um dos seriados mais bem produzidos dos últimos tempos…

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Nem sei se deveria mesmo chamar The Keepers de “seriado”… Ele é um híbrido de documentário e série de TV, dividido em sete episódios, que foram dirigidos pelo Ryan White, o mesmo responsável pelo sucesso Making a Murderer. Na minha singela opinião, The Keepers é muito melhor do que MAM (e fico muito triste de saber não está recebendo tanta atenção quanto ele), além disso, abrange um tema mais urgente e é muito mais doloroso de assistir.

Pensando melhor, talvez TK não esteja tão em evidência por tocar em um assunto que ainda é um pouco “tabu”: religião. Se você ainda não viu a sinopse, The Keepers conta a história de duas mulheres, Gemma e Abbie, que começam a investigar a morte de uma freira chamada Cathy Cesnik, na cidade de Baltimore, que ocorreu quase cinquenta anos atrás. As mulheres eram alunas de Cathy em uma escola católica apenas para garotas, e estão determinadas a finalmente descobrir quem tirou sua vida.

Mas a realidade é que a morte de Cathy é apenas a ponta do iceberg, que esconde uma trama muito mais suja por debaixo. Evitando spoilers, o que eu posso dizer é que, na busca pelos assassinos da freira, serão expostos inúmeros casos de abuso sexual que ocorriam no colégio onde ela lecionava. E essa é uma grande parte do enredo.

Trailer legendado retirado do canal “Trailers de Filmes” no Youtube.

The Keepers é como uma volta em uma montanha russa, só que no parque de diversões do terror. É impossível não se comover e sentir a dor daquelas mulheres. É muito pesado, tanto que na metade do documentário tive que fazer uma pausa para processar tudo. Chorei diversas vezes e até mesmo me perguntei se deveria continuar, mas percebi que as pessoas precisam ouvir essa história. Se as sobreviventes tiveram coragem de narrá-la, então nos precisamos deixá-las causar aquele impacto em nós.

Nós entramos em seus mundos e vivemos o que elas viveram. Aprendemos com elas. Fazemos um verdadeiro exercício de nos colocar na pele dos outros e a compreender as decisões dos outros sem julgar. E, por fim, entendemos que, juntos, podemos fazer a diferença. Ainda existe muito mal nesse mundo, por isso levantar a nossa voz e nos unirmos pode fazer a diferença. Todas as mulheres que fizeram parte desse documentário são as minhas heroínas. Inclusive Cathy, que deve estar muito orgulhosa do que suas alunas foram capazes de fazer por ela.

Então vejam The Keepers. E falem sobre The Keepers. E recomendem The Keepers. Vamos fazer um grande barulho para que ela alcance o maior número possível de pessoas.

The Keepers 

2017

Disponível na Netflix

Livro: A Festa de Divórcio

Existem alguns livros na minha estante que eu simplesmente não faço ideia de como vieram parar aqui: se comprei durante minha última visita à livraria do shopping, ou se foram presentes de amigos e familiares (que em todas as datas comemorativas perguntam pela minha lista de “livros-desejo”…). Este é um desses exemplares que estavam encostados acumulando poeira sabe-se lá há quantos anos, já que a combinação da capa e do título não me animava muito. Semana passada finalmente resolvi dar uma chance para ele e descobri que era uma pequena jóia escondida. A festa de divórciode Laura Dave é uma dessas histórias tão inteligentes, delicadas e divertidas que não tem como não evitar pensar: quem dera eu ter escrito essa obra!

Se meus romances preferidos são aqueles contados em um curto espaço de tempo, esse é de bater recordes: tudo se desenvolve em apenas um dia. Ele é contado através das perspectivas das personagens Maggie e Gwyn, que se intercalam nos capítulos narrando a trama. Gwyn está se divorciando de seu marido, Thomas, e eles dois são os pais de Nate, o noivo de Maggie. De fora, tudo parece bem, mas essa família esconde muitos segredos, que estão prestes a vir à tona durante o jantar para a “comemoração” do divórcio do casal mais velho.

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O QUE ESPERAR, AMIGA?

Meu conselho para esse livro é: comece a leitura quando você tiver um tempinho livre, já que com certeza vai querer devorá-lo! Mais uma vez: a história é contada em apenas um dia, então flui de uma maneira muito natural, e o final de cada capítulo tem aquele “gancho” que torna impossível simplesmente fechá-lo para terminar outra hora.

E vá esperando uma história que vai te envolver sem que você perceba! As situações são muito reais, e ali, lendo, você esquece que está lendo ficção. O prólogo conta um pouquinho sobre a casa em que se desenvolve o enredo, e logo somos transportados para o casal jovem Maggie e Nate. Maggie nunca conheceu a família do noivo, e está um pouco apreensiva de visitar a cidade natal dele justamente para a festa de divórcio dos futuros sogros. Logo no caminho, dentro do ônibus, Maggie e Nate reencontram uma vizinha dele, e é naquela conversa que Maggie percebe há muitas coisas no passado de Nate que ele preferiu não compartilhar com ela.

Já Gwyn está ocupada com os preparativos para a festa. E, apesar dos milhares de sentimentos borbulhando dentro dela, ela prefere manter as aparências para todos de que não está triste pelo divórcio, inclusive para seus filhos, que sempre a viram como a mãe e esposa perfeita. E ela vai manter essa pose de mãe e esposa perfeita até o último segundo de seu casamento… Mas isso não significa ser completamente passiva a tudo o que Thomas a causou.

Então, leiam! Sei que vocês não vão se decepcionar…

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JÁ LEU? VAMOS COMENTAR? (cuidado, contém SPOILERS!)

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E aí? Também ficaram apaixonados por esse livro como eu fiquei? Olha, talvez eu me impressione fácil, mas cada virada que a história dava eu ficava com o coração na mão. O plot envolvendo a Gwyn me deixou louca, foi tão bem bolado, e a autora teve tanta delicadeza para falar de um tema como divórcio. Já falei por aqui várias vezes, mas eu mesma presenciei um divórcio nos últimos anos, e pude ver um pouquinho da dor que eu senti muito bem traduzida pela personagem. Só sobrou uma dúvida se ali naquele capítulo final a autora quis realmente contar o que aconteceu com Gwyn ou se deixou uma porta aberta para indicar que ela ainda tinha boas possibilidades em seu caminho.

Eu queria ter gostado mais do final do casal Maggie e Nate, e eu realmente acho que o perdão e segundas chances são importantes em um relacionamento, mas eu fosse a Maggie não sei se teria conseguido continuar com Nate, depois de tudo o que ele optou por não contar para ela. Acho que a autora levantou um debate legal sobre o quanto o fato de nós não querermos falar sobre um assunto pode influenciar na decisão de escondermos ele de quem nós amamos, mas ainda assim… Eu acredito que o Nate deveria ter mencionado o seu casamento e seu divórcio antes, e não colocado a Maggie em uma posição tão desconfortável.

Vocês também amaram a Georgia? Foi minha personagem preferida! Me conta o seu aí nos comentários.

A festa de divórcio

de Laura Dave

Editora Bertrand Brasil 

289 p

CD: Gwen Stefani – This Is What The Truth Feels Like

Olá, gente! Já estamos quase em abril, mas eu não queria deixar março passar sem fazer pelo menos uma recomendação musical para vocês… E então percebi que ainda não tinha comentado sobre o meu CD favorito de 2016. Olhem que absurdo! Isso acaba hoje. Esse é This Is What The Truth Feels Like, da maravilhosa Gwen Stefani.

Eu sempre adorei a Gwen acima de qualquer outra cantora pop, mas esse CD é simplesmente uma obra de arte. Todas as músicas foram compostas por ela, o que, sem duvida, é o maior diferencial. Acho que não tem uma maneira de se conectar melhor com um ídolo ou um artista… Palavras, sejam elas em uma música, um poema ou um livro, transmitem exatamente o que uma pessoa sente ou pensa. E Gwen consegue juntar letras emocionantes com melodias que ainda as tornam agradáveis de se escutar. Por isso, para mim, ela é o pacote completo.

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Vou falando como se todo mundo conhecesse, mas aqui vai um pouco da história por trás deste disco: Gwen foi casada por muitos anos com outro cantor, Gavin Rossdale, e com ele teve três meninos. Rumores (que eu acredito!) que saíram ano passado alegam que Gwen descobriu que Gavin a traía com a babá dos filhos do casal… E aí seu mundo caiu. Algumas faixas desse CD falam sobre esse término, inclusive o primeiro single, Used To Love You, que é um grande desabafo dela sobre o fim dessa história. Como ela mesmo contou, foi uma maneira de lidar com aquele luto. Já tendo passado por uma situação parecida, essa é uma daquelas músicas que me deixa toda arrepiada! É quase como se Gwen pedisse aos fãs aquela força pra enfrentar o que está acontecendo.

Mas nem só de tristeza é feito esse álbum! Caso vocês não saibam, já há algumas temporadas, Gwen é uma das juradas do programa The Voice. E foi lá que ela conheceu outro jurado, o cantor country Blake Shelton (pausa para um suspiro!) que, por ironia do destino, estava passando pela mesma situação, se divorciando de sua ex-esposa Miranda Lambert. E foi por terem isso em comum que Gwen e Blake acabaram se aproximando… Apesar de serem discretíssimos sobre seu relacionamento no início, foi só o álbum da Gwen sair para as músicas dedicadas a ele confirmarem que aquilo era mesmo amor! Sabe aqueles primeiros meses em que você conhece uma pessoa e sente aquela paixão imediata? Make Me Like You, Rare, Misery, e muitos outros hits são exatamente sobre esse período “fofinho” de todo relacionamento em que você está completamente fascinado pelo seu novo amor.

Blake e Gwen continuam juntos até hoje e eu tenho muito orgulho de fazer parte da família Shefani de fãs do casal. Uma pena que esse CD não fez tanto sucesso quanto ele merecia! Assim, aqui vai o meu conselho: escutem! É difícil falar em faixas favoritas quando eu sou alucinada por todas elas, mas se tivesse que eleger alguma, além das que citei acima, diria para vocês conferirem Obsessed, Getting Warmer e, principalmente, Truth! Mas também ouçam Red Flag, Rocket Ship, Asking 4 It… Já perceberam, não é? Melhor terminar esse post, ou não paro de falar!

This Is What The Truth Feels Like e sua versão Deluxe com faixas adicionais estão disponíveis no iTunes e em serviços de streaming como Spotify e Deezer.

Documentário: Twinsters

Oi gente! Tudo bem? Depois de mais de dois anos de blog, essa é a primeira vez que vamos falar sobre um documentário por aqui. Estamos testando um formato diferente e um pouco mais curto, mas esperamos que dê certo! Querem saber do que se trata?

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Tudo começou com uma indicação da minha irmã Duda, que me mandou uma mensagem dizendo que tinha visto um documentário muito bom no Netflix, o que me pegou meio de surpresa. É que naquele mar de filmes e séries, fica fácil esquecer que existem documentários também no catálogo do serviço de streaming…

Mas foi só ela me fazer um pequeno resumo do enredo, que me convenci na hora. Twinsters mostra a história de duas garotas que moram em cantos diferentes do planeta e nunca tiveram nenhum contato antes, mas que são fisicamente idênticas. Anaïs, a francesa, e Sam, a americana, foram adotadas poucas semanas depois de nascerem, no mesmo dia e na mesma cidade, na Coréia do Sul. Por um golpe do acaso, elas acabam descobrindo da existência uma da outra e das inúmeras características que têm em comum, e decidem fazer um teste de DNA para saber se são irmãs ou não.

Os produtores contam cada etapa de aproximação e reconexão dessas garotas com uma delicadeza tão grande, que o filme fica leve e passa em um piscar de olhos. Não quero entregar muito do que acontece, mas se você tem uma hora e meia sobrando e quer ver uma história linda sobre família, amizade e busca pelas raízes, eu recomendo demais esse documentário! Aliás, o bom é chamar as amigas, preparar aquele brigadeiro de panela bem docinho e se jogar no sofá. Torci, chorei e sorri como se Anaïs e Sam fizessem parte do meu grupo!

Com a jornada fazendo paradas nos EUA, na Inglaterra, na Coréia e na França, é um passeio que nos deixa pensando “e não é que o mundo não é tão grande assim?”. E o mais legal é quando você percebe que o final feliz dessas meninas foi, na verdade, como tudo começou: elas conseguiram se reencontrar.

Se prepare para sair dizendo POP! (a piada interna de Anaïs e Sam) por aí.

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Twinsters é um documentário de 2015 e está disponível no Netflix. 

Livro: Uma Cama Para Três

Se eu gostar de um livro de certo autor, eu provavelmente vou querer ler tudo o que ele já escreveu na vida. Foi assim que fui parar nesse título… Alguns anos atrás tive a chance de conferir As jóias de Manhattan da autora Carmen Reid e, sinceramente, foi uma das melhores histórias que li nos últimos tempos. Assim, fui atrás de ler o primeiro romance que ela tinha lançado, Uma cama para três. Foi uma decepção tão, mas tão grande que vou manter a minha resenha curta. E deixo o recado: se você está em busca de um bom chick lit com uma história divertidíssima, dê uma chance para As jóias de Manhattan, e deixe esse aqui de lado. De qualquer maneira, aqui vão os meus pensamentos sobre o debut da Carmen Reid.

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O QUE ESPERAR, AMIGA? VALE A PENA?

A premissa desse livro é bem limitada. Bella é uma mulher viciada em trabalho, que se casou recentemente com um jornalista e agora está completamente obcecada pela ideia de ter um bebê. E é isso. O livro pinta um pouco o cenário sobre como Bella é dedicada e ama sua profissão no mercado financeiro, mas como também agora quer, mais do que qualquer outra coisa, ter um filho… Sem entregar muitos spoilers, em determinado ponto Bella fica grávida e a história narra esse período até o nascimento do bebê. Infelizmente, esse é todo o conteúdo das páginas. Não que não desse para fazer uma história incrível com isso; eu sou defensora da opinião de que é sim possível se fazer um livro bom com um enredo fraquíssimo, desde que o autor saiba desenvolver, ou tenha uma boa escrita, ou seja engraçado, etc. Mas esse não é um desses casos.

Principalmente por que a Bella é uma protagonista bem chatinha. Como eu já falei aqui outras vezes, eu quero torcer pela personagem principal. Eu quero gostar dela. Não quero que ela seja perfeita; isso já seria demais. Mas quero que ela tenha características que me deixem interessada. A Bella é irritante, pouco carismática e a maioria de suas decisões são tomadas sem o mínimo de justificativa.

Outro grande problema desse livro é que ele parece não saber o que é. Nos primeiros capítulos você sente que está lendo um romance erótico… Aí ele ganha um tom mais de chick lit com os trechos falando sobre o passado de Bella e  de sua amizade com Tania. E então, de repente, a história se torna uma descrição detalhada dos processos de gravidez e parto, como um “guia para a gestante”. Parece ser feito para vários tipos de público alvo, mas sem agradar  nenhum completamente.

Então eu recomendaria esse livro para pessoas que estão procurando uma história rápida, que estejam minimamente interessadas no tema gravidez e que não se importam tanto em ter uma ligação com os personagens da trama. É uma leitura direta com um final satisfatório. Para os que, como eu, preferem livros mais focados em protagonistas fortes e que contenham o mínimo de enredo “romântico”, digo que procurem outro.

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JÁ LEU? VAMOS COMENTAR? (CUIDADO, CONTÉM SPOILERS!)

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Já que estamos aqui, vamos! Não me lembrava da última vez em que fiquei com tanta raiva de uma protagonista. Bella parecia não saber o que queria da vida, além de ter um filho. Deveria trair o marido ou não? Deveria ficar com ele ou não? Queria uma maldita casa grande ou não? E por que tinha que ser tão máu caráter? Além de quase ter dormido com outro homem várias vezes (quando supostamente estava no relacionamento dos sonhos com Don), ela decide simplesmente não contar ao marido que queria ter um filho. Era impossível torcer para que qualquer coisa desse certo na vida dela.

Além disso, me incomodou profundamente a autora fazer tanta questão em frizar o quanto Bella gostava do trabalho mas não dar UM motivo sequer para Bella desejar tanto ter um filho. Se em algumas questões ela agia tão adulta, como Bella era tão ingênua ao ponto de achar que ficar grávida seria uma tarefa simples? Eu nunca tive um bebê, mas de ler em tantos sites, ouvir relatos de amigas, ver casos na televisão, sei que não é nada fácil. Engravidar é ótimo, mas também tem seus incômodos. Ainda assim, Bella achava que era como ir a uma loja comprar uma blusa. Ela não estava disposta a sacrificar nada, a fazer nenhuma mudança em seus hábitos por causa do bebê. Então por que insistir em assumir um compromisso como esse?

Por isso esse livro fez pouquíssimo sentido para mim. Serviu pelo menos para constatar que a Carmen Reid cresceu bastante como escritora. Vamos fingir que esse livro nunca existiu? 😉

E você, o que achou? Espero que eu não tenha sido a única que não gostou dele!

 

Uma cama para três

de Carmen Reid 

Editora Bertrand Brasil

361 p

Filme: Las Insoladas

Opa! Voltei com mais uma dica rápida para vocês!

Sendo fã e seguidora da Luisana Lopilato nas redes sociais como eu sou, ano passado fui bombardeada com fotos e publicidade sobre o filme novo dela, Las Insoladas. Pena que foi no próprio Instagram da atriz que vi, na seção de comentários, várias reclamações sobre a qualidade do longa. Para piorar, as resenhas que encontrei na internet não eram nada empolgantes… Com essa quantidade de gente falando mal, acabei o empurrando para o fim da minha lista de desejos, e foi somente essa semana que tive a oportunidade de assisti-lo pela primeira vez. Resultado? Aprendi que nunca mais vou pela opinião dos outros! Las Insoladas é feminino, engraçado e diferente. Querem saber mais?

LAS INSOLADAS Payoff

O QUE ESPERAR, AMIGA? VALE A PENA?

A premissa desse filme é tão simples que você duvida que vá dar certo! Seis amigas, de idades e estilos diferentes, vão competir juntas em um concurso de salsa. É dia 30 de dezembro de 1995, sábado, e um dos dias mais quentes do ano. Elas decidem tomar sol no terraço de um prédio para ficarem o mais bronzeadas possível antes da apresentação de dança. Durante a manhã e a tarde, elas conversarão sobre os assuntos mais variados que surgirem, mas, principalmente, sobre uma sonhada viagem à Cuba que gostariam de fazer. Pronto! É isso. Um enredo realmente contado em um dia inteiro; as cenas são divididas por tomadas dos horizontes de Buenos Aires, indicando a hora e a temperatura do momento. Começamos com amenos 27 graus, no início da manhã, e vamos até o pico de 40 graus de calor, pela tarde! Imaginem as meninas tostando no sol!

Se vocês já leram outros posts meus, sabem que eu adoro esse tipo de história narrada em um período curto de tempo. Deixa a gente mais íntimo com o personagem! E acho que justamente por esse enredo despretensioso, que te livra de fazer grandes expectativas, esse é um filme que surpreende. Tudo bem, não tem nenhuma cena chocante, nem nenhuma reviravolta, tiro, porrada ou bomba, mas é extremamente divertido! 

Mas dá para entender por que nem todo mundo concorda comigo… Só gostei de Las Insoladas por que me identifiquei muito com a situação. Eu mesma já passei incontáveis dias lagarteando sob o sol, me bronzeando com algumas amigas, seja na praia, na beira da piscina, no quintal de alguma casa, etc. Nossos papos são realmente parecidos com o que as seis amigas do filme levam, as vezes sem sentido, meio bobos, mas que funcionam para o que a gente precisa. Se eu me encontro com as minhas amigas é para me distrair, conversar futilidades, tirar minha cabeça dos problemas cotidianos. E esse filme me deu uma sensação bem parecida! Ri, me senti parte do grupo e, por um par de horas, deixei para trás o momento ruim que estou lidando agora na minha vida pessoal.

Ah, para completar, vemos muitas referências ao estilo de vida daquela época, desde as músicas gravadas em fita cassete ao item de luxo de uma das garotas: um celular tijolão! As roupas e os acessórios das personagens também são super coloridos e dão uma graça maior à tela.

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JÁ VIU? VAMOS COMENTAR? (cuidado, pode conter SPOILERS!)

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Vamos comentar sim! O que você achou? Eu adorei as chicas! Não teve nenhuma cena que eu não pudesse virar para as minhas amigas e dizer “isso é a nossa cara!”. As danças, as bebidas, as ideias loucas, até mesmo o hábito do grupo de se dividir e algumas meninas falarem das outras pelas costas.

Já imaginava que o filme não responderia à questão se elas conseguiram ou não realizar a viagem que tanto queriam, mas pelo menos a gente teve a oportunidade de vê-las se apresentando. Foi a hora de levantar do sofá e sair dançando pela sala!

Se tivesse que me queixar de algum detalhe … Na minha opinião, para ser melhor o filme poderia ter sido um tantinho menor. E a repetição louca da expressão boluda também me incomodou um pouco, mas nada que tirasse o brilho da história. É totalmente compreensível, eu e minhas amigas também temos palavras que falamos demais.

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Las Insoladas

de Gustavo Taretto

com Luisana Lopilato, Carla Peterson e Maricel Álvarez

2014, 104 minutos

Livro: Billy e Eu (Billy & Eu)

Giovanna Fletcher é uma escritora. Além disso, ela é mãe, apoiadora de grandes causas, youtuber nas horas vagas… Giovanna Fletcher, nascida Falcone, por acaso também é a mulher do vocalista da banda McFly (agora McBusted) Tom Fletcher, mas eu achei que seria injustiça começar o texto chamando-a de mulher-do-fulano, já que aqui vamos falar sobre o livro dela.

Não vou mentir: foi por causa do Tom que eu a conheci, em primeiro lugar, mas quem ganhou meu coração foi a Gi, dos vlogs, dos posts engraçados no Instagram e das entrevistas em que ela demonstra ser aquele tipo de pessoa que a gente adoraria ser amigo. A Giovanna é bem engraçada, humilde, tranquilona, amante de Nutella e café que nem a gente ❤ Para quem ainda não entendeu, eu adoro a Gi; mas não se preocupem, esta será uma resenha totalmente imparcial, e eu prometo dar as minhas opiniões sinceras sobre a estréia literária dela.

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A Editora Phorte foi quem teve a iniciativa de trazer Billy e Eu para o Brasil. (Eu gostaria de abrir um parêntesis aqui para dizer que fiquei decepcionada com alguns comentários que li criticando a edição brasileira. A Editora Phorte é, pelo pouco que vi, um selo novo comparado a outras Editoras que estão no mercado há mais tempo, e que tem um catálogo focado em gêneros literários diferentes do chick lit. O que eu percebo aqui é um esforço, uma tentativa de atingir um público diferente que deveria ser elogiada e incentivada. A edição brasileira não deixa nada a desejar. Tem uma capa bonita, grossa, fiel à original e eu não me lembro de notar nenhum erro de português que atrapalhasse minha leitura (o que as vezes encontro em publicações de Editoras muito mais tradicionais…)

(esse desabafo vai ficar parecendo puxação de saco mas não me importa, eu precisava falar. Claro que eles não me pagaram nada para falar isso, eu que desembolsei quase 50 dilmas para mandar buscar esse livro. Continuem lendo e vocês verão minhas impressões reais sobre ele.)

O QUE ESPERAR, AMIGA? VALE A PENA?

Billy e Eu gira em torno do cotidiano de Sophie May… E Sophie May tem a personalidade de 90% das mocinhas românticas: normal, sem auto-estima, perdida em uma cidade do interior, que passa despercebida por todo mundo. E o que acontece com essas pessoas que querem se isolar de todos? SIM, elas atraem as atenções dos homens-mais-incríveis-do-mundo, e é o que ocorre com Sophie May, em um de seus turnos no Tea-On-The-Hill (sim, ela também tem o emprego padrão das mocinhas comuns: garçonete). Ela conhece Billy Buskin, um galã de cinema perfeito, que percebe que Sophie May é o amor de sua vida e a convence a se mudar para Londres para que os dois possam ficar mais tempo juntos. Esse livro é sobre Sophie May e sua adaptação a vida como namorada de Billy. Ponto.

O que esperar? Hm, um livro bom. Ok. Exatamente na média. Deu para ver por toda a introdução que fiz falando da Giovanna que eu realmente esperava amar esse livro, mas não amei. É o primeiro livro da carreira dela como escritora, então precisamos levar isso em consideração também.

Essa história é tudo aquilo que você espera de um chick lit clichê, com um final previsível e meio morno. E não é frescura minha não, viu? Meus critérios nem são muito altos… Tenho que admitir que fiquei meio triste com essa decepção. O romance entre Sophie & Billy é apenas um pequeno pedacinho de uma história muito maior, então não vá na expectativa de encontrar uma história de amor de tirar o fôlego. Na verdade as páginas se focam muito mais no drama vivido por Sophie… A partir do momento em que ela vai morar com Billy, vários de seus fantasmas do passado voltam para assombrá-la, relacionados a um trauma que ela viveu quando era menor.

Para mim, esse foi justamente o pecado da Giovanna… Ela escolheu talvez ir pelo caminho mais fácil de capturar o leitor pelas lágrimas de tristeza, quando poderia ter optado em desenvolver melhor o relacionamento do casal principal ou poderia ter explorado de uma maneira mais positiva os problemas da Sophie.

Se vale a pena? Acredito que para maioria das pessoas, sim. Por algumas resenhas que li, esse livro agradou muita gente, então talvez seja uma questão de gosto pessoal… Sei que histórias que apelam para um lado mais melancólico do romance, como a desse livro, vendem muito bem. Acredito que as pessoas gostam de ver as outras superando dificuldades… Se esse for o seu caso, dê uma chance. É sempre bom ter um primeiro contato com autores novos e, a partir daí, decidir se a gente gosta ou não deles. Não dá para falar sem antes experimentar.

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JÁ LEU? VAMOS COMENTAR? (cuidado, pode conter SPOILERS!)

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Vamos! Acho que já ficou claro que eu coloquei esse livro em um pedestal e acabei quebrando a cara… Não vou mentir, achei a Sophie May muito chata e infantil, e a história do amor à primeira vista dela pelo Billy meio sem pé nem cabeça. Fiquei com a mesma sensação que tive ao assistir ao filme Pedido de Amizade, que comentei aqui algum tempo atrás… É um amor que aparece do nada, e que deixa a gente com a sensação de que não vai durar muito!

Meu problema não são com histórias comuns… Acho que se elas forem contadas direito, com detalhes e cores novas, conseguem ficar tão interessantes quanto uma história inédita. Cabe a cada escritor dar o seu toque, e o meu problema maior com Billy e Eu foi que não senti nenhum traço da Gi que ela demonstra ser na internet. Parecia um livro genérico, escrito por qualquer um. Para dizer que não senti nada, senti sim, um esforço desnecessário dela em dar uma “reviravolta emocionante” no enredo com a morte da personagem Molly. Ficou difícil de levar o livro muito a sério…

Mas pelo menos o casal teve um final feliz! Eba! Rsrsrs… Para compensar o sofrimento das páginas anteriores… E vocês, o que acharam? Vamos comentar juntos?

Apesar de tudo, acho que vou dar outra oportunidade para os novos livros da Giovanna. ENo Reino Unido ela já lançou outros dois, You’re The One That I Want e Dream A Little Dream… Pelas sinopses, provavelmente vou gostar mais deste ultimo. Espero que a Editore Phorte continue a publicá-la, gostaria de ver mais material da Gi por aqui!

Billy e Eu

De Giovanna Fletcher

Editora Phorte

365 p