Filme: The Pill

Assim que vi o cartaz desse filme nas recomendações do meu Netflix, o coloquei na lista para assistir depois. A sinopse dele era curta e grossa, e o que eu esperava ser uma comédia romântica bobinha só para me distrair se revelou ser… Bem, uma história muito estranha. Mas adoravelmente estranha. Pelos comentários disponíveis no site, a maioria das pessoas que viu detestou, mas eu me juntei ao grupo dos que gostaram do filme, apesar de ter a trama mais convencional de todas. É a vida real no seu melhor e no seu pior, e acho que por isso as opiniões ficaram divididas: é amor ou ódio. Esse é o The Pill, e até o final deste texto quem sabe você também não escolhe se render ou fugir correndo.

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Preparados para conhecerem um dos casais mais bizarros da ficção? Esses são Mindy e Fred, a dupla que desde o primeiro minuto de filme representa duas personalidades estranhas. Depois de uma noite de bebedeira eles acabam dormindo juntos e, por uma pequena confusão na cama, não usam preservativo. Quando acordam, Fred descobre que Mindy não toma nenhum anticoncepcional e aí começa sua batalha para convencê-la a tomar a pílula do dia seguinte, que é dada em duas doses, com um espaço de tempo de 12 horas entre uma e outra. Mindy toma a primeira, mas como Fred não tem certeza se ela vai tomar a segunda, resolve acompanhá-la o dia inteiro para garantir que ela não vai “enganá-lo”.

Simples? Bem, mais ou menos…

Acontece que Mindy é um tanto louca, da pá virada, e esquisita por falta de denominação melhor. E Fred é o típico canalha, que passa a história toda enrolado em uma mentira, e que é simplesmente um homem, ou seja, que tem muitas dificuldades para entender a cabeça da Mindy, se mostrando insensível em várias situações. É aquilo: duas pessoas que mal se conhecem lidando com as qualidades e defeitos do outro pela primeira vez, em um início de relacionamento bem diferente.

JA LEU

Vale sim, se você está aberto a uma história bem crua, com cenas mais próximas do real do cotidiano. O que mais me atraiu no filme foi isto: mesmo que a gente se sinta incomodado por algumas das atitudes da Mindy ou do Fred, não dá pra negar que é dessa forma que as coisas acontecem de verdade. Sem ilusão de cena forçada pra ficar mais romântico… A falta de jeito dos dois e as circunstâncias em que eles se encontram conseguem involuntariamente arrancar umas risadas (eu ri bastante, mas as pessoas que estavam comigo não acharam muita graça!).

Então espere sair um pouco da zona de conforto.

Assistir também se transforma num exercício para a gente entender melhor os outros. Bom, nada muito filosófico, mas é interessante como enxerguei na Mindy uma pessoa que conheço bem (sem citar nomes), e percebi que mesmo que a gente tenha pensamentos muito distintos, isso não faz dela uma pessoa totalmente errada, só diferente. E quantas personalidades diferentes da nossa não encontramos por aí todo dia, não é? Não dá para esperar viver só com quem concorda 100% com a gente, tem que estar disposto a ceder quando necessário.

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JA VI

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Não vai me dizer que você detestou o final, que nem minhas outras duas amigas… Eu adorei! Achei que o clima meio misterioso, meio sem sentido combinou totalmente com a idéia do filme, de ser espontâneo. Mindy e Fred provavelmente não eram o amor um da vida do outro, mas sim um casal entre tantos na multidão, e a história deles poderia dar certo ou não, e isso só o futuro saberia dizer.

Acho que o propósito do The Pill é mostrar os efeitos imediatos que uma pessoa causa quando dois caminhos improváveis se cruzam. Quando você dá de cara com alguém que te tira da rotina e te mostra outra maneira de ver as coisas.

No mais, preciso dizer que gosto bastante desse formato de narrativa que se passa em um curto espaço de tempo. Não sei por que, mas esse filme me lembrou muito o Dois dias em Paris… Comparando agora, acho que o desenvolvimento dos dois enredos é bem parecida, com protagonistas esquisitos/famílias complicadas/brigas comicamente dramáticas.

O que você achou? Compartilha comigo aqui abaixo nos comentários!

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Filme: The Pill

Ano: 2011

Com Noah Bean, Rachel Boston e Anna Chlumsky

Disponível no Netflix

One thought on “Filme: The Pill

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