Filme: Ligados Pelo Amor (Writers / Stuck In Love)

Foi essa mesma capa que roubou minha atenção enquanto escolhia os filmes da semana na locadora do meu bairro (sim, estamos em 2015 e eu ainda alugo filmes – é um hábito que só vou abandonar quando esse tipo de loja falir). Adoro a Lily Collins e costumo gostar de tudo em que ela participa… Esse me convenceu por completo já nas primeiras linhas da sinopse. Um enredo incrível de vida real. Diferentes gerações lidando com problemas parecidos… Apenas as visões de como eles os encaram são distintas.

Acho que comédia romântica é um gênero de altos e baixos… Alguns podem ser muito bestas, enquanto outros te surpreendem pela delicadeza com que tratam de assuntos interessantes. Ligados Pelo Amor se encaixa melhor nessa última categoria. Sem cair no clichê e sem perder a classe, ele te emociona e te faz rir, mantendo o padrão de qualidade até os créditos subirem.

O QUE ESPERAR, AMIGA? VALE A PENA?

Essa história segue a vida três escritores: um pai de família e seus dois filhos, que ele conseguiu influenciar a ponto de quererem seguir a mesma carreira. O título já indica o que eles têm em comum: vidas amorosas bem complicadas! O pai, William, divorciado da mãe dos meninos, nunca conseguiu esquecer a ex e continua vigiando-a pelas janelas da casa onde moravam. A filha mais velha, Samantha (interpretada pela Lily Collins), perdeu completamente a crença no amor depois da separação dos pais, e agora tem medo de se apegar a qualquer homem. E o garoto mais novo, Rusty (papel do Nat Wolff) tem uma queda por uma de suas colegas da escola, mas nunca teve coragem para confessar o que sente. Durante as duas horas, acompanhamos os três tentando ultrapassar esse pequenos obstáculos.

Olha, filme bom para mim é aquele que te faz esquecer que está assistindo uma história fictícia e te envolve sem você nem perceber. E é exatamente o que esse faz… As cenas são uma delícia, os atores deixam a gente confortável para entender as neuras dos personagens e os diálogos comuns aumentam ainda mais a sensação de realidade. Tudo veio na dose certa. Quanto mais vulneráveis eles se mostram, mais a gente se identifica e mais torcemos por eles. Para românticos incorrigíveis como eu, é um longa emocionante. Três histórias de amor, não apenas entre casais, mas também entre uma família que já passou por momentos difíceis, mas que não perde a cumplicidade e o apoio mútuo. Com um final que vai te deixar com o coração bem leve. Tudo isso amarrado por uma trilha sonora sutil, mas marcante (com destaque para uma música chamada Between The Bars, do Elliot Smith, em uma cena de dar arrepios!)

Entre todas as reflexões que somos gentilmente convidados a fazer, a minha favorita talvez seja: até onde o amor pode transformar alguém? Até quando vale a pena insistir em um relacionamento esperando que a outra pessoa vá mudar? Já tinha pensado nisso várias vezes, mas sempre aparece um ponto de vista que nós nem tínhamos imaginado…

Para quem se interessou, fica aqui o trailer:

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JÁ VIU? VAMOS COMENTAR? (cuidado, pode conter SPOILERS!)

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Só se for agora! Não sei vocês, mas eu me apaixonei por esse filme e acho que ele vai entrar para aquela lista de histórias que posso assistir mil vezes sem enjoar! Eu também escrevo e me identifiquei muito com o vício que a família Borgens tem de analisar demais as situações… E principalmente com jeito meio poético com que eles falam sobre os próprios medos e dificuldades.

Me vi muito na Samantha da Lily Collins… Acho que todos nós já passamos por um período em que perdemos a crença em viver um amor de verdade e nos entregamos ao medo de sermos machucados por outra pessoa. O caminho mais fácil pode parecer não se envolver, mas isso também significa abrir mão de viver muita emoção boa por medo de quebrar a cara. E nesse cenário eu ainda acho que vale a pena se arriscar. Mesmo se a gente sofrer depois…

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Apesar de ter ficado satisfeita com os rumos tomados pela história, tenho que confessar que fiquei um pouquinho decepcionada com o final dos personagens Rusty e Kate. Teria sido melhor se a última noticia que tivéssemos de Kate fosse sua carta enviada do centro de reabilitação… Mas após aquele anuncio do Rusty de que tinha chamado a ex para o jantar de Ação de Graças, ficamos na expectativa da garota surgir a qualquer momento. o que nunca acontece… Ao invés de esclarecer, só me deixou com um imenso ponto de interrogação na mente. Estavam juntos ou não? Iriam dar outra chance para o relacionamento?

Mas acho que o meu Borgens preferido é o Wiiliam! A prova viva de que quem espera sempre alcança… Achei muito bonita a história do casal, e a persistência dele em cumprir a promessa que tinha feito à esposa depois do próprio erro. Eu já tinha perdido as esperanças, e pulei de alegria quando ela voltou! Alguns casais estão realmente destinados a ficarem juntos, mesmo que passem um tempo separados… Esse tempo, na verdade, é essencial para compreender a si mesmo e o relacionamento. Acho que fez muito bem para todos os envolvidos. (Olha eu atacando de psicóloga!)

E vocês, o que acharam? Vem compartilhar suas opiniões nos comentários!

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Ligados Pelo Amor, de Josh Boone e Judy Cairo

Com Jennifer Connelly, Greg Kinnear e Lily Collins

96 minutos

2012/2013

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