Filme: Las Insoladas

Opa! Voltei com mais uma dica rápida para vocês!

Sendo fã e seguidora da Luisana Lopilato nas redes sociais como eu sou, ano passado fui bombardeada com fotos e publicidade sobre o filme novo dela, Las Insoladas. Pena que foi no próprio Instagram da atriz que vi, na seção de comentários, várias reclamações sobre a qualidade do longa. Para piorar, as resenhas que encontrei na internet não eram nada empolgantes… Com essa quantidade de gente falando mal, acabei o empurrando para o fim da minha lista de desejos, e foi somente essa semana que tive a oportunidade de assisti-lo pela primeira vez. Resultado? Aprendi que nunca mais vou pela opinião dos outros! Las Insoladas é feminino, engraçado e diferente. Querem saber mais?

LAS INSOLADAS Payoff

O QUE ESPERAR, AMIGA? VALE A PENA?

A premissa desse filme é tão simples que você duvida que vá dar certo! Seis amigas, de idades e estilos diferentes, vão competir juntas em um concurso de salsa. É dia 30 de dezembro de 1995, sábado, e um dos dias mais quentes do ano. Elas decidem tomar sol no terraço de um prédio para ficarem o mais bronzeadas possível antes da apresentação de dança. Durante a manhã e a tarde, elas conversarão sobre os assuntos mais variados que surgirem, mas, principalmente, sobre uma sonhada viagem à Cuba que gostariam de fazer. Pronto! É isso. Um enredo realmente contado em um dia inteiro; as cenas são divididas por tomadas dos horizontes de Buenos Aires, indicando a hora e a temperatura do momento. Começamos com amenos 27 graus, no início da manhã, e vamos até o pico de 40 graus de calor, pela tarde! Imaginem as meninas tostando no sol!

Se vocês já leram outros posts meus, sabem que eu adoro esse tipo de história narrada em um período curto de tempo. Deixa a gente mais íntimo com o personagem! E acho que justamente por esse enredo despretensioso, que te livra de fazer grandes expectativas, esse é um filme que surpreende. Tudo bem, não tem nenhuma cena chocante, nem nenhuma reviravolta, tiro, porrada ou bomba, mas é extremamente divertido! 

Mas dá para entender por que nem todo mundo concorda comigo… Só gostei de Las Insoladas por que me identifiquei muito com a situação. Eu mesma já passei incontáveis dias lagarteando sob o sol, me bronzeando com algumas amigas, seja na praia, na beira da piscina, no quintal de alguma casa, etc. Nossos papos são realmente parecidos com o que as seis amigas do filme levam, as vezes sem sentido, meio bobos, mas que funcionam para o que a gente precisa. Se eu me encontro com as minhas amigas é para me distrair, conversar futilidades, tirar minha cabeça dos problemas cotidianos. E esse filme me deu uma sensação bem parecida! Ri, me senti parte do grupo e, por um par de horas, deixei para trás o momento ruim que estou lidando agora na minha vida pessoal.

Ah, para completar, vemos muitas referências ao estilo de vida daquela época, desde as músicas gravadas em fita cassete ao item de luxo de uma das garotas: um celular tijolão! As roupas e os acessórios das personagens também são super coloridos e dão uma graça maior à tela.

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JÁ VIU? VAMOS COMENTAR? (cuidado, pode conter SPOILERS!)

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Vamos comentar sim! O que você achou? Eu adorei as chicas! Não teve nenhuma cena que eu não pudesse virar para as minhas amigas e dizer “isso é a nossa cara!”. As danças, as bebidas, as ideias loucas, até mesmo o hábito do grupo de se dividir e algumas meninas falarem das outras pelas costas.

Já imaginava que o filme não responderia à questão se elas conseguiram ou não realizar a viagem que tanto queriam, mas pelo menos a gente teve a oportunidade de vê-las se apresentando. Foi a hora de levantar do sofá e sair dançando pela sala!

Se tivesse que me queixar de algum detalhe … Na minha opinião, para ser melhor o filme poderia ter sido um tantinho menor. E a repetição louca da expressão boluda também me incomodou um pouco, mas nada que tirasse o brilho da história. É totalmente compreensível, eu e minhas amigas também temos palavras que falamos demais.

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Las Insoladas

de Gustavo Taretto

com Luisana Lopilato, Carla Peterson e Maricel Álvarez

2014, 104 minutos

Filme: Ligados Pelo Amor (Writers / Stuck In Love)

Foi essa mesma capa que roubou minha atenção enquanto escolhia os filmes da semana na locadora do meu bairro (sim, estamos em 2015 e eu ainda alugo filmes – é um hábito que só vou abandonar quando esse tipo de loja falir). Adoro a Lily Collins e costumo gostar de tudo em que ela participa… Esse me convenceu por completo já nas primeiras linhas da sinopse. Um enredo incrível de vida real. Diferentes gerações lidando com problemas parecidos… Apenas as visões de como eles os encaram são distintas.

Acho que comédia romântica é um gênero de altos e baixos… Alguns podem ser muito bestas, enquanto outros te surpreendem pela delicadeza com que tratam de assuntos interessantes. Ligados Pelo Amor se encaixa melhor nessa última categoria. Sem cair no clichê e sem perder a classe, ele te emociona e te faz rir, mantendo o padrão de qualidade até os créditos subirem.

O QUE ESPERAR, AMIGA? VALE A PENA?

Essa história segue a vida três escritores: um pai de família e seus dois filhos, que ele conseguiu influenciar a ponto de quererem seguir a mesma carreira. O título já indica o que eles têm em comum: vidas amorosas bem complicadas! O pai, William, divorciado da mãe dos meninos, nunca conseguiu esquecer a ex e continua vigiando-a pelas janelas da casa onde moravam. A filha mais velha, Samantha (interpretada pela Lily Collins), perdeu completamente a crença no amor depois da separação dos pais, e agora tem medo de se apegar a qualquer homem. E o garoto mais novo, Rusty (papel do Nat Wolff) tem uma queda por uma de suas colegas da escola, mas nunca teve coragem para confessar o que sente. Durante as duas horas, acompanhamos os três tentando ultrapassar esse pequenos obstáculos.

Olha, filme bom para mim é aquele que te faz esquecer que está assistindo uma história fictícia e te envolve sem você nem perceber. E é exatamente o que esse faz… As cenas são uma delícia, os atores deixam a gente confortável para entender as neuras dos personagens e os diálogos comuns aumentam ainda mais a sensação de realidade. Tudo veio na dose certa. Quanto mais vulneráveis eles se mostram, mais a gente se identifica e mais torcemos por eles. Para românticos incorrigíveis como eu, é um longa emocionante. Três histórias de amor, não apenas entre casais, mas também entre uma família que já passou por momentos difíceis, mas que não perde a cumplicidade e o apoio mútuo. Com um final que vai te deixar com o coração bem leve. Tudo isso amarrado por uma trilha sonora sutil, mas marcante (com destaque para uma música chamada Between The Bars, do Elliot Smith, em uma cena de dar arrepios!)

Entre todas as reflexões que somos gentilmente convidados a fazer, a minha favorita talvez seja: até onde o amor pode transformar alguém? Até quando vale a pena insistir em um relacionamento esperando que a outra pessoa vá mudar? Já tinha pensado nisso várias vezes, mas sempre aparece um ponto de vista que nós nem tínhamos imaginado…

Para quem se interessou, fica aqui o trailer:

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JÁ VIU? VAMOS COMENTAR? (cuidado, pode conter SPOILERS!)

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Só se for agora! Não sei vocês, mas eu me apaixonei por esse filme e acho que ele vai entrar para aquela lista de histórias que posso assistir mil vezes sem enjoar! Eu também escrevo e me identifiquei muito com o vício que a família Borgens tem de analisar demais as situações… E principalmente com jeito meio poético com que eles falam sobre os próprios medos e dificuldades.

Me vi muito na Samantha da Lily Collins… Acho que todos nós já passamos por um período em que perdemos a crença em viver um amor de verdade e nos entregamos ao medo de sermos machucados por outra pessoa. O caminho mais fácil pode parecer não se envolver, mas isso também significa abrir mão de viver muita emoção boa por medo de quebrar a cara. E nesse cenário eu ainda acho que vale a pena se arriscar. Mesmo se a gente sofrer depois…

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Apesar de ter ficado satisfeita com os rumos tomados pela história, tenho que confessar que fiquei um pouquinho decepcionada com o final dos personagens Rusty e Kate. Teria sido melhor se a última noticia que tivéssemos de Kate fosse sua carta enviada do centro de reabilitação… Mas após aquele anuncio do Rusty de que tinha chamado a ex para o jantar de Ação de Graças, ficamos na expectativa da garota surgir a qualquer momento. o que nunca acontece… Ao invés de esclarecer, só me deixou com um imenso ponto de interrogação na mente. Estavam juntos ou não? Iriam dar outra chance para o relacionamento?

Mas acho que o meu Borgens preferido é o Wiiliam! A prova viva de que quem espera sempre alcança… Achei muito bonita a história do casal, e a persistência dele em cumprir a promessa que tinha feito à esposa depois do próprio erro. Eu já tinha perdido as esperanças, e pulei de alegria quando ela voltou! Alguns casais estão realmente destinados a ficarem juntos, mesmo que passem um tempo separados… Esse tempo, na verdade, é essencial para compreender a si mesmo e o relacionamento. Acho que fez muito bem para todos os envolvidos. (Olha eu atacando de psicóloga!)

E vocês, o que acharam? Vem compartilhar suas opiniões nos comentários!

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Ligados Pelo Amor, de Josh Boone e Judy Cairo

Com Jennifer Connelly, Greg Kinnear e Lily Collins

96 minutos

2012/2013

Filme: Pedido de Amizade (Friend Request – Chance At Romance)

Que tal uma resenha curta sobre um filme bom pra distrair a cabeça? Depois de um dia daqueles tudo o que eu queria era deitar, um copo de sorvete para me fazer companhia e uma história leve para me distrair. Sorte que tinha esse Friend Request gravado na TV, mais um daqueles disponíveis no Studio Universal.

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Samantha é (surpresa!) uma garota sem muita sorte no amor… Em uma noite, depois de um encontro desastroso, ela sai perambulando pela rua até cruzar com uma exposição de fotografia em uma galeria. Sam imediatamente se atrai pelo fotógrafo Heath e, depois de comprar uma de suas fotos, resolve mandar um email para ele. Eles iniciam um “relacionamento” virtual, mas o que Sam não sabe é que quem está do outro lado dos emails é Donny, o filho de Heath, louco para encontrar uma nova namorada para o pai. Donny compra passagens e convita Sam para conhecer onde ele e o pai moram, uma cidadezinha no interior, e a história se desenvolve daí.

JA LEU

Vale sim, desde que, como eu disse ali em cima, você não esteja esperando um indicado ao Oscar. Este é um filme produzido para a TV, então vale a pena perdoar alguns deslizes e levar tudo na brincadeira.

Ao contrário do que eu pensava, o foco não é na relação pela internet dos dois, mas sim na interação deles depois de se conhecerem pessoalmente, com a pressão de muita gente achando que eles são um casal perfeito. Dá pra se identificar um pouco com esse lado da história; eu já perdi a conta de vezes em que amigos me falaram que eu combinava muito com alguém que eu não suportava, ou em que não estava interessada.

Por mais, é tudo um pouco superficial; Sam é uma mocinha bem batida, com inseguranças e sonhos guardados na gaveta. Heath faz a linha mocinho conservador e sem iniciativa; os dois funcionam como um casal meio sem sal, mas que a gente no fundo torce para ficarem juntos e viverem felizes para sempre. Os dois protagonizam algumas situações fofas, e antes que a gente perceba, já se rendeu aos dois.

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JA VI

 

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O que diabos foi aquele cavalo branco na cena final? Achei completamente desnecessário! Já estava suspirando, torcendo para que eles ficassem juntos e me aparece o Heath num momento bizarro em cima de um cavalo branco!!!!! Forçou demais a barra. Tudo bem que o final era previsível, mas poxa, precisava de um cavalo branco NO MEIO DA RUA?

Em outros comentários, quem ficou com vontade de um empadão depois de tantas cenas envolvendo a tal da torta? Principalmente depois que Sam faz uma lista com todos os sabores! Hehe.

Por fim, quem não queria um filho como o Donny? Acho que a melhor parte sobre o Heath é como ele é um bom pai, e como o filho o faz ser um homem bem tranquilo, pé no chão. E a Sam, no final das contas, combinava bastante com essa família e com o estilo de vida deles. Era o destino.

Pedido de Amizade / Friend Request / Chance At Romance passa no canal Studio Universal.

Com Erin Krakow e Ryan McPartlin.

Ano: 2013.

A música que toca no início do filme se chama AFTERGLOW e é da banda WRECKING SEASON.

Filme: The Pill

Assim que vi o cartaz desse filme nas recomendações do meu Netflix, o coloquei na lista para assistir depois. A sinopse dele era curta e grossa, e o que eu esperava ser uma comédia romântica bobinha só para me distrair se revelou ser… Bem, uma história muito estranha. Mas adoravelmente estranha. Pelos comentários disponíveis no site, a maioria das pessoas que viu detestou, mas eu me juntei ao grupo dos que gostaram do filme, apesar de ter a trama mais convencional de todas. É a vida real no seu melhor e no seu pior, e acho que por isso as opiniões ficaram divididas: é amor ou ódio. Esse é o The Pill, e até o final deste texto quem sabe você também não escolhe se render ou fugir correndo.

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Preparados para conhecerem um dos casais mais bizarros da ficção? Esses são Mindy e Fred, a dupla que desde o primeiro minuto de filme representa duas personalidades estranhas. Depois de uma noite de bebedeira eles acabam dormindo juntos e, por uma pequena confusão na cama, não usam preservativo. Quando acordam, Fred descobre que Mindy não toma nenhum anticoncepcional e aí começa sua batalha para convencê-la a tomar a pílula do dia seguinte, que é dada em duas doses, com um espaço de tempo de 12 horas entre uma e outra. Mindy toma a primeira, mas como Fred não tem certeza se ela vai tomar a segunda, resolve acompanhá-la o dia inteiro para garantir que ela não vai “enganá-lo”.

Simples? Bem, mais ou menos…

Acontece que Mindy é um tanto louca, da pá virada, e esquisita por falta de denominação melhor. E Fred é o típico canalha, que passa a história toda enrolado em uma mentira, e que é simplesmente um homem, ou seja, que tem muitas dificuldades para entender a cabeça da Mindy, se mostrando insensível em várias situações. É aquilo: duas pessoas que mal se conhecem lidando com as qualidades e defeitos do outro pela primeira vez, em um início de relacionamento bem diferente.

JA LEU

Vale sim, se você está aberto a uma história bem crua, com cenas mais próximas do real do cotidiano. O que mais me atraiu no filme foi isto: mesmo que a gente se sinta incomodado por algumas das atitudes da Mindy ou do Fred, não dá pra negar que é dessa forma que as coisas acontecem de verdade. Sem ilusão de cena forçada pra ficar mais romântico… A falta de jeito dos dois e as circunstâncias em que eles se encontram conseguem involuntariamente arrancar umas risadas (eu ri bastante, mas as pessoas que estavam comigo não acharam muita graça!).

Então espere sair um pouco da zona de conforto.

Assistir também se transforma num exercício para a gente entender melhor os outros. Bom, nada muito filosófico, mas é interessante como enxerguei na Mindy uma pessoa que conheço bem (sem citar nomes), e percebi que mesmo que a gente tenha pensamentos muito distintos, isso não faz dela uma pessoa totalmente errada, só diferente. E quantas personalidades diferentes da nossa não encontramos por aí todo dia, não é? Não dá para esperar viver só com quem concorda 100% com a gente, tem que estar disposto a ceder quando necessário.

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JA VI

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Não vai me dizer que você detestou o final, que nem minhas outras duas amigas… Eu adorei! Achei que o clima meio misterioso, meio sem sentido combinou totalmente com a idéia do filme, de ser espontâneo. Mindy e Fred provavelmente não eram o amor um da vida do outro, mas sim um casal entre tantos na multidão, e a história deles poderia dar certo ou não, e isso só o futuro saberia dizer.

Acho que o propósito do The Pill é mostrar os efeitos imediatos que uma pessoa causa quando dois caminhos improváveis se cruzam. Quando você dá de cara com alguém que te tira da rotina e te mostra outra maneira de ver as coisas.

No mais, preciso dizer que gosto bastante desse formato de narrativa que se passa em um curto espaço de tempo. Não sei por que, mas esse filme me lembrou muito o Dois dias em Paris… Comparando agora, acho que o desenvolvimento dos dois enredos é bem parecida, com protagonistas esquisitos/famílias complicadas/brigas comicamente dramáticas.

O que você achou? Compartilha comigo aqui abaixo nos comentários!

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Filme: The Pill

Ano: 2011

Com Noah Bean, Rachel Boston e Anna Chlumsky

Disponível no Netflix

Filme: A Virada de Bethany (Sassy Pants)

Se você tem TV por assinatura e gosta de ficar passeando entre os canais com certeza já passou pelo título de “A Virada de Bethany“, que passa de tempos em tempos nesses especializados em filmes. Estava com ele gravado no HD desde março, mas só tive oportunidade de vê-lo agora, e que surpresa! Arrisquei sem nem mesmo ler a sinopse, e o que pensava ser uma coisa era outra completamente diferente, mas não em um mau sentido. Bethany me ganhou nos primeiros minutos da história e torci por ela por cada minuto antes da tal da virada acontecer.

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Bethany, meus amigos, é uma garota de 18 anos que foi educada em casa por uma mãe um tanto rígida, presa às ordens dela, sem contato social com outras pessoas e sem poder ao menos escolher a cor das próprias roupas. Depois de escapar para uma festa com seu vizinho e ser descoberta (e humilhada) pela mãe, ela se revolta e foge para a cidade do pai, para morar com ele. Como Bethany sempre foi apaixonada por revistas de moda, ela começa a sonhar com uma carreira no ramo, lutando contra sua falta de jeito e um monte de gente tentando sabotar seus planos.

JA LEUMesmo que esse resumo aí de cima não tenha te convencido, ainda acho que você deve dar uma chance! Vamos lá: olha, ele não faz o tipo filminho adolescente  romântico-bobo-sonho-impossível. Pelo contrário, ele fala da vida real, mas na medida certa, com foco em uma garota que não se acomoda na posição confortável em que sua mãe quer deixá-la pra sempre. Bethany sabe que merece mais, e vai atrás do que quer, aos poucos. Ainda que suas condições não sejam as melhores, ela corre atrás, arruma um emprego, se planeja, cria oportunidades. E eu adoro filmes que carregam uma mensagem assim, de mocinhas que demonstram a capacidade das garotas de provocar a virada nas próprias vidas.

Para completar, tem várias cenas naturalmente engraçadinhas para quebrar o drama.

E sabe o melhor de tudo? A felicidade de Bethany está concentrada na solução do seus problemas pessoais e na busca pelo futuro que ela deseja, e não em uma obsessão por sua vida amorosa, que é mostrada apenas em segundo plano. Girl power!!!!

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Bethany conseguiu!!!!!!!!!!!!!!! Gente, depois de tantos buracos no meio do caminho, ela conseguiu! Que orgulho aquela cena final no carro. Consegui me identificar com ela diversas situações, desde a batalha por conseguir entrar na faculdade dos sonhos até as dificuldades de relacionamento que ela tinha com a mãe. E, como disse antes, demonstrando que mulher nenhuma precisa se apaixonar loucamente para ser feliz. Ela conseguiu o que queria com o vizinho e pronto. Teve atitude pra correr atrás do que queria e fim! Mostrou para todo mundo que poderia chegar aonde quisesse.

Vocês gostaram? Eu amei os personagens masculinos, o pai da Bethany e o namorado, e o vendedor da loja de vestidos de festa. Me fizeram rir muito!

Olha a playlist que montei com algumas das músicas do filme:

 

Filme: A Virada de Bethany (Sassy Pants)

Ano: 2012

Disponível no canal Studio Universal 

Filme: The Normal Heart

Depois de ter elevado as expectativas para esse filme por toda a publicidade e fuzuê que fizeram em cima dele, posso dizer que The Normal Heart não me decepcionou. Não é só o elenco, não é só a história, nem o ritmo intenso em que as cenas se desenvolvem… Foram todos esses fatores juntos que culminaram em duas horas de uma avalanche de emoções, com direito a  lágrimas, sorrisos e um coração bem pesado no final quando a gente para finalmente para refletir tudo que acabou de presenciar. É lindo. E triste. E incrível.

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Este filme é baseado na peça de teatro homônima, que acompanha a vida do escritor americano Ned Weeks, a partir do momento em uma doença ainda desconhecida começa a tirar a vida de vários de seus amigos gays. Na verdade, é a AIDS se espalhando pelos Estados Unidos e pelo resto do mundo, mas as autoridades públicas não demonstram nenhuma preocupação pela saúde dos homossexuais e em reconhecer o problema ou investir em tratamento. Ned fica indignado vendo tanta gente próxima a ele morrer sem ajuda e resolve lutar por isso, com a ajuda de uma médica interessada nos casos e o resto da comunidade gay que se organiza para lidar com a situação.

JA LEU

Vale muuuuuito a pena. Todo mundo deveria assistir esse filme, conhecer essa história. Eu não fazia idéia de que tinha sido assim, de toda a batalha e sofrimento que essas pessoas que tiveram que enfrentar antes de terem seus direitos reconhecidos, de receberem o mínimo de ajuda e atenção. Todos os diálogos são intensos, carregados de paixão, de frustação. A interpretação de todos é impecável, o Mark Ruffalo é EXTRAORDINÁRIO, a Julia, o Matt, o Taylor, até o Jim Parsons (a primeira vez que o vi fora do Sheldon e foi ótimo!). O tema é tratado de forma clara mas também bem delicada, sem deixar de entreter quem está do outro lado. Tirei várias lições diferentes do que assisti e acho que abriu minha mente para pensar com outra visão sobre as coisas. Só de imaginar os casais que passaram por isso no mundo real foi de partir o coração, e eu e meus amigos discutimos as cenas durante horas antes que eu pudesse me recuperar totalmente.

Se você não tem HBO, procura em outro lugar, mas escuta o que eu estou te falando: você não vai se arrepender de ver esse filme!

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JA VI

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Vamos! Olha, se você não chorou durante a cena final dos casais dançando em Yale, sinto muito, mas você é feito de pedra. Nada é mais triste do que um amor interrompido por circunstâncias tão inevitáveis, e que pena Felix e Ned terem que se separar tão cedo. Que dor que aquelas pessoas viveram, não? Não apenas por perderem quem amavam, mas por estarem sujeitos a também serem infectados pela AIDS em uma sociedade que não dava a mínima atenção para a epidemia e os deixava à própria sorte. O descaso com o que eles eram tratados era revoltante, e cada vez que o Ned abria a boca para desabafar eu me arrepiava.

Vocês também ficaram com a sensação de que a Dra. Emma gostava do Ned?

Vocês também enloqueceram no corpo do Matt?

Vocês também ficaram interessados no assunto e procuraram saber mais informações na internet?

Me conta nos comentários!

Filme: Dois dias em Paris (Two Days In Paris)

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A primeira vez que bati os olhos nesse filme foi em uma plateleira de DVDs com desconto na Americanas, ano passado, e desde então não nos desgrudamos. Já assisti sozinha, com todos os meus parentes e amigos, com o cachorro, com os vizinhos e quem quer que esteja por perto por que o acho tão charmosinho, que quero que todo mundo conheça. Até agora fico me perguntando COMO é possível uma pessoa ter tantos talentos como a Julie Delpy, que escreveu, dirigiu E protagonizou essa história incrível enquanto eu tô aqui rebolando só pra sobreviver a faculdade e conseguir um emprego decente, rs. Agora falando sério: se segura no sofá e se prepara para uma ótima viagem à Paris e uma breve reflexão aos relacionamentos amorosos, familiares e sociais do dia-a-dia.

Nossa amiga sinopse do Wikipedia nos conta que “Marion é uma fotógrafa francesa nascida em Nova York. O Namorado dela é um cara chamado Jack, um tatuador americano. Depois de uma viagem marcadamente romântica a Veneza, que foi planejado para reacender a paixão em seu relacionamento, eles tomam um trem noturno para Paris para pegar gato de Marion de seus pais e decidem ficar por dois dias. Jack se assusta ao saber Marion permaneceu em contato com inúmeros ex-amantes e torna-se cada vez mais desconfortável devido à barreira da língua. Enquanto isso, Marion luta com suas próprias inseguranças sobre amor, relacionamentos, e sua natureza impulsiva.”

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JA LEU

Espere uma comédia romântica diferente daquelas americanas clássicas… Marion não é o seu tipo comum de mocinha coitada, nem o Jack é o seu galã no cavalo branco. Mas isso é o que encanta no filme: todos os personagens têm qualidades e defeitos, e mostram que nem todo mundo ou é só bonzinho ou só ruim. Não faço idéia se os franceses são como foram retratados, mas você vai sentir um gostinho da cultura deles (visto pelos olhos de uma francesa, a Delpy, né?), de uma maneira “crua”, com diálogos naturalmente engraçados e que te prendem a atenção. O enredo em si é muito simples, sem nenhuma novidade, mas a maneira como a Julie soube desenvolver as situações e a ironia por trás dos diálogos (com a ajuda da ótima atuação do Adam Goldberg) fizeram a diferença no produto final, formando um filme imperdível pra quem gosta de histórias de amor, mesmo as contadas por linhas tortas. Corre pra locadora, colega!!!!

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Me conta, você também ficou com gostinho de quero mais quando acabou? Achei esse final completamente desencorajador. Apesar de deixar o espaço aberto pra gente fazer a reflexão sobre relacionamentos e sobre desapegar ou não de coisas do passado, também deixou vazio pra gente se perguntar o que diabos poderia ter acontecido com eles. E, por mais que, pensando agora, isso não seja assim tão ruim, não deixa de ser vago demais né?

Sempre tenho problemas com pessoas/personagens que se comportam de uma certa maneira por muito tempo e da noite pro dia resolvem mudar. GENTE, isso não existe na vida real. Duvido muito que uma louca como a Marion tivesse uma mudança tão drástica de comportamento fora das telas (e, se tivesse, não duraria muito). Acho que talvez a Marion é ainda mais “profunda” do que a gente viu, e que faltou uma demonstração mais clara do que ela sentia pelo Jack. Essa, pra mim, foi a única falha do filme da Delpy. Se bem que eu também acho que ela soube apresentar bem a idéia do que queria levando em conta o espaço de tempo tão curto (dois dias não é tanto). De qualquer maneira, eu torcia pro casal terminar separado por que acho que faria mais sentido. Não fiquei nem um pouco convencida com o final feliz deles.

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Enquanto fazia pesquisa de fotos para compôr este post, acabei descobrindo que existe uma sequência para esse filme, chamada Dois Dias em Nova York, que continua a contar a história alguns anos depois daquela viagem a Paris, e que agora estou CURIOSISSIMA para assistir. Quem me acompanha? Vou voltar à minha querida Americanas pra ver se nos encontramos e em breve volto com detalhes.

Filme: Dois dias em Paris

Ano: 2007

Com:  Julie Delpy, Adam Goldberg, Daniel Brühl, Marie Pillet, Albert Delpy e Alexia Landeau

Trailer: