Filme: Ligados Pelo Amor (Writers / Stuck In Love)

Foi essa mesma capa que roubou minha atenção enquanto escolhia os filmes da semana na locadora do meu bairro (sim, estamos em 2015 e eu ainda alugo filmes – é um hábito que só vou abandonar quando esse tipo de loja falir). Adoro a Lily Collins e costumo gostar de tudo em que ela participa… Esse me convenceu por completo já nas primeiras linhas da sinopse. Um enredo incrível de vida real. Diferentes gerações lidando com problemas parecidos… Apenas as visões de como eles os encaram são distintas.

Acho que comédia romântica é um gênero de altos e baixos… Alguns podem ser muito bestas, enquanto outros te surpreendem pela delicadeza com que tratam de assuntos interessantes. Ligados Pelo Amor se encaixa melhor nessa última categoria. Sem cair no clichê e sem perder a classe, ele te emociona e te faz rir, mantendo o padrão de qualidade até os créditos subirem.

O QUE ESPERAR, AMIGA? VALE A PENA?

Essa história segue a vida três escritores: um pai de família e seus dois filhos, que ele conseguiu influenciar a ponto de quererem seguir a mesma carreira. O título já indica o que eles têm em comum: vidas amorosas bem complicadas! O pai, William, divorciado da mãe dos meninos, nunca conseguiu esquecer a ex e continua vigiando-a pelas janelas da casa onde moravam. A filha mais velha, Samantha (interpretada pela Lily Collins), perdeu completamente a crença no amor depois da separação dos pais, e agora tem medo de se apegar a qualquer homem. E o garoto mais novo, Rusty (papel do Nat Wolff) tem uma queda por uma de suas colegas da escola, mas nunca teve coragem para confessar o que sente. Durante as duas horas, acompanhamos os três tentando ultrapassar esse pequenos obstáculos.

Olha, filme bom para mim é aquele que te faz esquecer que está assistindo uma história fictícia e te envolve sem você nem perceber. E é exatamente o que esse faz… As cenas são uma delícia, os atores deixam a gente confortável para entender as neuras dos personagens e os diálogos comuns aumentam ainda mais a sensação de realidade. Tudo veio na dose certa. Quanto mais vulneráveis eles se mostram, mais a gente se identifica e mais torcemos por eles. Para românticos incorrigíveis como eu, é um longa emocionante. Três histórias de amor, não apenas entre casais, mas também entre uma família que já passou por momentos difíceis, mas que não perde a cumplicidade e o apoio mútuo. Com um final que vai te deixar com o coração bem leve. Tudo isso amarrado por uma trilha sonora sutil, mas marcante (com destaque para uma música chamada Between The Bars, do Elliot Smith, em uma cena de dar arrepios!)

Entre todas as reflexões que somos gentilmente convidados a fazer, a minha favorita talvez seja: até onde o amor pode transformar alguém? Até quando vale a pena insistir em um relacionamento esperando que a outra pessoa vá mudar? Já tinha pensado nisso várias vezes, mas sempre aparece um ponto de vista que nós nem tínhamos imaginado…

Para quem se interessou, fica aqui o trailer:

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JÁ VIU? VAMOS COMENTAR? (cuidado, pode conter SPOILERS!)

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Só se for agora! Não sei vocês, mas eu me apaixonei por esse filme e acho que ele vai entrar para aquela lista de histórias que posso assistir mil vezes sem enjoar! Eu também escrevo e me identifiquei muito com o vício que a família Borgens tem de analisar demais as situações… E principalmente com jeito meio poético com que eles falam sobre os próprios medos e dificuldades.

Me vi muito na Samantha da Lily Collins… Acho que todos nós já passamos por um período em que perdemos a crença em viver um amor de verdade e nos entregamos ao medo de sermos machucados por outra pessoa. O caminho mais fácil pode parecer não se envolver, mas isso também significa abrir mão de viver muita emoção boa por medo de quebrar a cara. E nesse cenário eu ainda acho que vale a pena se arriscar. Mesmo se a gente sofrer depois…

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Apesar de ter ficado satisfeita com os rumos tomados pela história, tenho que confessar que fiquei um pouquinho decepcionada com o final dos personagens Rusty e Kate. Teria sido melhor se a última noticia que tivéssemos de Kate fosse sua carta enviada do centro de reabilitação… Mas após aquele anuncio do Rusty de que tinha chamado a ex para o jantar de Ação de Graças, ficamos na expectativa da garota surgir a qualquer momento. o que nunca acontece… Ao invés de esclarecer, só me deixou com um imenso ponto de interrogação na mente. Estavam juntos ou não? Iriam dar outra chance para o relacionamento?

Mas acho que o meu Borgens preferido é o Wiiliam! A prova viva de que quem espera sempre alcança… Achei muito bonita a história do casal, e a persistência dele em cumprir a promessa que tinha feito à esposa depois do próprio erro. Eu já tinha perdido as esperanças, e pulei de alegria quando ela voltou! Alguns casais estão realmente destinados a ficarem juntos, mesmo que passem um tempo separados… Esse tempo, na verdade, é essencial para compreender a si mesmo e o relacionamento. Acho que fez muito bem para todos os envolvidos. (Olha eu atacando de psicóloga!)

E vocês, o que acharam? Vem compartilhar suas opiniões nos comentários!

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Ligados Pelo Amor, de Josh Boone e Judy Cairo

Com Jennifer Connelly, Greg Kinnear e Lily Collins

96 minutos

2012/2013

Livro: Crimes Na Sociedade

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Não sei nem como começar esse post! Faz muito tempo que um livro não causa um impacto tão grande em mim como este provocou. Ainda estou tentando me recuperar, na verdade. É uma daquelas vezes em que lamento o fato da literatura ser uma forma de arte em que os artistas tem um contato pessoal tão distante com o público; se Jane Staton Hitchcock fosse uma cantora, eu estaria na primeira fila do show dela; se ela fosse atriz, ia madrugar na porta da emissora dela. Qualquer situação em que eu pudesse gritar: parabéns, o seu trabalho é incrível!!!!!

Foi em um fórum do extinto Orkut que encontrei uma pessoa indicando esse livro; acabei o adicionando por acaso no fim da minha lista, onde ele esperou por séculos, até eu finalmente comprá-lo mês passado. Ah, se arrependimento matasse. Que livro maravilhoso. Que história inacreditável. Que personagens marcantes. Vou fazer a resenha de Crimes Na Sociedade, mas poderia resumir tudo em: LEIAM. LEIAM. AGORA.

O QUE ESPERAR, AMIGA? VALE A PENA?

É assim: Jo Slater não lembra quase em nada a adolescente de origens simples que era 20 anos atrás. Hoje ela é uma mulher elegante, parte de um seleto mundo que ela nunca imaginou conhecer; todas as suas preocupações desapareceram quando ela se casou com Lucius, um homem com os amigos certos e o dinheiro suficiente para bancar tudo o que ela podia desejar. Em uma de suas festas de aniversário, Jo conhece uma mulher chamada Monique de Passy, que apresenta-se como uma “grande admiradora”. Por um certo tempo elas viram melhores amigas, inseparáveis, até que Lucius morre sob circunstâncias muito estranhas e ela então descobre que ele estava tendo um caso com Monique. Quando é o nome de Monique que aparece como herdeira no testamento do Sr. Slater, o mundo de Jo desaba e ela lenta e dolorosamente perde tudo o que tinha, despencando do topo de sua posição na sociedade exclusiva a qual pertencia. Sozinha, sem dinheiro e sentindo-se traída, se vingar de Monique se torna uma obsessão e o único objetivo da vida de Jo.

E ah, como vale a pena! Apesar do nome causar a impressão de que o livro é apenas voltado aos “crimes”, esse não deixa de ser um chick-lit, seguindo a história da protagonista, uma mulher forte que passa por (muitas) dificuldades. Não é bem um romance romântico na concepção que a maioria das pessoas têm… Eu diria que é mais sobre a queda financeira e pessoal de Jo e o sofrimento que ela guarda pela traição do marido. Com a exposição clara de personalidades marcantes, e uma narrativa desenvolvida com agilidade, mas atenção aos detalhes importantes. É difícil não se prender à trama viciante do enredo e o suspense, que não poderia faltar quando há um crime envolvido na situação. Crimes Na Sociedade é uma história como poucas, daquelas que a gente põe de lado tudo o que acredita para passar a entender melhor as coisas se colocando na pele dos diferentes personagens, em momentos que abrimos o pensamento para possibilidades que não havíamos imaginado.

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JÁ LEU? VAMOS COMENTAR? (cuidado, pode conter SPOILERS!)

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Vamos comentar sim! Já superou o furacão que esse livro (provavelmente) causou em você? Foram tantas páginas de sofrimento, de ódio… Eu realmente não saberia o que fazer se estivesse no lugar da Jo. É estranho a gente querer ponderar as atitudes dela, se foi certo, se foi errado, ou até que ponto uma vingança é merecida ou não. Mas que esse crime foi absolutamente brilhante, foi. Palmas novamente para a autora por se elaborar uma trama tão redonda, tão completa.

Para mim, ficou faltando apenas uma explicação melhor para o que aconteceu de verdade entre Monique e Lucius. Não sei se pela rapidez dos acontecimentos (e minha pressa em terminar o livro), mas não senti que foi esclarecido se ele realmente gostava dela ou se tinha sido apenas enganado por ela e o advogado. Talvez a autora sentisse que não seria muito da personalidade de Monique revelar totalmente os fatos, mas senti falta de uma cena que deixasse tudo às claras. Ainda é difícil acreditar que ele fosse capaz de tal traição e que tivesse a real intenção de deixar tudo para a amante e nada para Jo, mesmo que acreditasse que Monique estava esperando um filho dele. A sensação que ficou é que havia algo de muito errado com o testamento, mesmo que não se saiba o quê. As fofocas e especulações são tão misturadas à realidade nesse livro que a gente acaba sem saber o que aconteceu de verdade.

Ainda sim eu admiro a força que Jo demonstrou para lidar com as coisas e a coragem que ela teve para fazer o que ela achava que era o certo naquela hora. Mesmo parecendo uma pessoa meio fútil com uma obsessão doentia com a Maria Antonieta e tudo daquela época (que eu já não suportava mais!), Jo talvez fosse a personalidade mais autêntica do seu círculo de amizades e com certeza não merecia o que recebeu. Sua paranoia com Monique era totalmente justificável e eu confesso que meio que estava torcendo por esse final. Jo não era a protagonista comum, perfeita e boazinha, mas alguém em que facilmente identificaríamos qualidades e defeitos, e se tornou a assassina pela qual torcíamos. E ainda espero que Oliva não tenha feito nada para prejudicá-la depois.

Esse é um chick lit para ficar marcado na memória! E vocês, o que acharam dele?

Crimes Na Sociedade

De Jane Staton Hitchcock

Editora Record

400 p 

Livro: A modelo do ano

Será que existe uma “idade avançada demais” para ser flagrada fuxicando as prateleiras da seção “Literatura Infatojuvenil” na livraria? Hehe! É difícil desapegar dessas estantes, e no fundo eu ainda sou aquela criança que fica facilmente deslumbrada pelas fotos coloridas. Na minha última visita a uma amiga em Manaus, nos perdemos durante algumas horinhas na Saraiva e saí de lá com vários livros novos, inclusive esse A modelo do ano, que eu imaginava ser mais uma leiturinha adolescente leve. O pessoal da Galera Record realmente me enganou com essa capa com o que parece ser uma garotinha posando para fotos com um fundo rosa bebê (bem semelhante à mocinha da capa da série Allie Frankie, da Meg Cabot)… Na verdade, essa história tem muito mais um quê de Gossip Girl, como vocês podem ver pela capa americana (disponível no final do post!). No fim das contas, Carol Alt escreveu mesmo um chick lit clássico, com fofocas, intrigas, romance e assuntos não tão infantis. E, claro, uma mocinha “inocente”, que provavelmente narra as memórias dos tempos em que a autora era uma modelo badalada. Se interessou? Quer saber mais?

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O QUE ESPERAR, AMIGA? VALE A PENA?

Começa assim: Melody Ann Croft (de iniciais Mac Croft) é uma menina comum, de uma cidade comum, querendo viver uma vida comum, enquanto junta dinheiro para entrar para a faculdade de medicina. Em um dos restaurantes em que atende como garçonete ela conhece um fotógrafo que a indica para uma famosa agência de modelos, com sede em Nova Iorque. Mac, no início, só se interessa em fazer alguns trabalhos para conseguir o dinheiro que precisa para os estudos, mas aos poucos vai pegando o gosto pela coisa até ser totalmente engolida por esse mundo de glamour, que a faz se deparar com momentos que põem em jogo a sua índole de “menina boa”.

Esse, em especial, me lembrou de uns chick lits que eu lia quando era mais nova, como a série A Lista Vip; um mais antigo chamado Holofote; mais recentemente as séries escritas pela Lauren Conrad… Enfim, são todos livros que giram em torno de protagonistas naquela fase adolescente/quase adulta descobrindo o mundo da cidade grande, fazendo amigos e inimigos, subindo e caindo na sociedade. A história é resumidamente esta mesmo: Melody é uma garota humilde que vai para NY tentar ganhar a vida como modelo, tendo que se adaptar às situações boas e ruins que essa mudança traz. Tem todas as ciladas, festas, risadas, amigos verdadeiros e falsos que ela faz pelo caminho. Se esse enredo te agrada, vai fundo.

É um livro que eu indicaria para quem busca uma leitura fácil para relaxar a mente, para quem curte esse tipo de narrativa despretensiosa (nem eu aguento mais usar esta expressão nesse blog!), e para garotas que gostam desse tema “mundo de fofoca” e que gostariam de saber mais sobre os altos e baixos da carreira de uma modelo iniciante, pelos olhos de quem passou pela experiência. Em outras palavras, é que nem aquele chocolate que você come com culpa, mas que melhora seu humor num dia ruim.

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Vamos!!! Como eu disse antes, os livros da Lauren Conrad e afins já tinham me preparado para esse final explosivo-tudo-acontece-e-se-resolve-nos-últimos-segundos! As páginas finais foram rápidas, e meio que… Aceitavéis. Não é a minha forma favorita de finalizar uma história, mas que provavelmente vende bem pelo suspense e que deixa um gancho bom para uma sequência (que realmente existe!). Era de se prever uma reviravolta na amizade Mac/Jade desde o início, e o motivo da briga não deixou de ser um pouco besta pra mim… Mas, apesar de tudo, gostei bastante do livro. Tinha a quantidade certa de ficção pra prender a gente no desenvolvimento e de realidade o suficiente para envolver o leitor. Talvez a parte romântica pudesse ter sido explorada de um jeito mais inteligente, já que o pseudo-mocinho não me convenceu muito (eu nem lembro o nome dele!). Eu provavelmente leria a continuação se fosse lançada em português, mas também não tenho tanta pressa assim. Quem sabe não inclua a versão em inglês mesmo durante minha próxima compra online.

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A Modelo Do Ano

de Carol Alt

Galera Record

303 p

Livro: Louca Para Casar

Falar em Sophie Kinsella é falar de personagens famosos como Becky Bloom, Emma Corrigan, Poppy Wyatt… Mas, e falar de Madeleine Wickham, o nome por trás do pseudônimo, e que assinou os primeiros romances de quando a escritora ainda não era tão conhecida? Bem, depois que li Quem Vai Dormir Com Quem?, Madeleine Wickham se tornou, para mim, sinônimo de personagens desinteressantes, e de uma narrativa monótona e fraca, razão que me levou a evitar qualquer coisa que tivesse a ver com esta autora durante quase dois anos. Mas esses dias esbarrei com Louca Para Casar em uma livraria e acabei resolvendo dar uma segunda chance. Resultado? Madeleine e eu nos conhecemos melhor, e hoje posso dizer que é amor verdadeiro, amor eterno.

Apesar deste título fraquíssimo (não apenas em português, também detesto o original, The Wedding Girl), este livro reserva uma surpresa em cada capítulo, um desenvolvimento com histórias cativantes e, pasmem, uma abordagem bem estruturada em um tema que é geralmente evitado em outros do gênero chick-lit: religião. Ela ainda fala de relações familiriares e homossexualidade, sem tropeçar em clichês e sem apelar.

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O QUE ESPERAR, AMIGA? VALE A PENA?

Milly está noiva de um cara chamado Simon, de quem esconde alguns segredinhos… Incluindo o fato de que dez anos atrás se casou com Allan, um professor americano, para que ele pudesse ficar na Inglaterra com seu namorado Rupert. Allan e Milly nunca se divorciaram, e por coincidência, o fotógrafo chamado para o casamento atual é o mesmo cara que estava no cartório quando Milly se casou pela primeira vez. A noiva fica paranóica com a possibilidade de todos descobrirem o que aconteceu e assim começa a caçada para achar Allan, enquanto Milly decide se vai ou não contar a Simon seu segredo. Em pararelo, outras histórias com os familiares de Milly e com Rupert se desenrolam, todo mundo com um problema para resolver. O enredo todo se passa em pouco tempo, três ou quatro dias, o que deixa a gente mais íntimo com cada personagem, e vendo as situações através dos olhos de cada um abre uma oportunidade melhor para a gente refletir, principalmente nas cenas em que nos identificamos com um ou com outro.

Espere uma leitura rápida, leve, mas que vai te deixar satisfeita. Sabe quando não sobra dúvida nenhuma sobre o que autora se propôs a falar? É um livro redondo, completo. Além de tudo, tem aquela qualidade que eu sempre comento aqui: personagens reais, com qualidades e defeitos. Não tem nada sem sentido, tudo o que acontece é justificado, mesmo que depois de muito tempo. Isso que me fascina sobre a escrita gente, tem gente que nasce com o dom né?

Para quem não leu nada da Madeleine ainda, vale o aviso: a linguagem é bem diferente do que ela usa quando escreve como Sophie Kinsella. Além de não ser narrado na primeira pessoa, o tom utilizado aqui também é um pouco mais “formal”, e o humor bem mais sutil.

É um romance maravilhoso, para qualquer hora, para todas as idades. Chick lit clássico, para ninguém botar defeito!

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JÁ LEU? VAMOS COMENTAR? (cuidado, pode conter SPOILERS!)

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Vamos sim, com o maior prazer! Ficaram com o coração na mão com o final do Rupert? Lá pela metade do livro minha intuição já dizia que o Allan tinha morrido, mas quando vi que era verdade, bateu aquela tristeza! Uma pena tudo o que aconteceu, quando é tarde demais para a gente consertar as coisas. Acho que valeu pelo menos como uma grande lição para ele, e como uma nova chance para começar do zero dali pra frente. Fiquei impressionada como a autora conseguiu falar sobre o conflito homossexualidade/religião com tanta delicadeza, mas também direta ao ponto.

Quanto à Milly, que relacionamento enrolado esse dela com o Simon, não? Ainda bem que se resolveram no final, mesmo com as personalidades difíceis dos dois. E a tal madrinha Esme, que quase que me deixa sem unhas, de tanto nervosismo?

Posso confessar? Meu casal preferido mesmo foi Isobel e Harry. Desde a primeira aparição da Isobel, sabia que ela estava grávida do Harry! Achei os dois fofos em todas as cenas em que eles interagem, e, pra ser sincera, sempre gostos dos casais mais inesperados mesmo.

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Louca Para Casar

De Madeleine Wickham 

Editora Record

348 p

Filme: Pedido de Amizade (Friend Request – Chance At Romance)

Que tal uma resenha curta sobre um filme bom pra distrair a cabeça? Depois de um dia daqueles tudo o que eu queria era deitar, um copo de sorvete para me fazer companhia e uma história leve para me distrair. Sorte que tinha esse Friend Request gravado na TV, mais um daqueles disponíveis no Studio Universal.

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Samantha é (surpresa!) uma garota sem muita sorte no amor… Em uma noite, depois de um encontro desastroso, ela sai perambulando pela rua até cruzar com uma exposição de fotografia em uma galeria. Sam imediatamente se atrai pelo fotógrafo Heath e, depois de comprar uma de suas fotos, resolve mandar um email para ele. Eles iniciam um “relacionamento” virtual, mas o que Sam não sabe é que quem está do outro lado dos emails é Donny, o filho de Heath, louco para encontrar uma nova namorada para o pai. Donny compra passagens e convita Sam para conhecer onde ele e o pai moram, uma cidadezinha no interior, e a história se desenvolve daí.

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Vale sim, desde que, como eu disse ali em cima, você não esteja esperando um indicado ao Oscar. Este é um filme produzido para a TV, então vale a pena perdoar alguns deslizes e levar tudo na brincadeira.

Ao contrário do que eu pensava, o foco não é na relação pela internet dos dois, mas sim na interação deles depois de se conhecerem pessoalmente, com a pressão de muita gente achando que eles são um casal perfeito. Dá pra se identificar um pouco com esse lado da história; eu já perdi a conta de vezes em que amigos me falaram que eu combinava muito com alguém que eu não suportava, ou em que não estava interessada.

Por mais, é tudo um pouco superficial; Sam é uma mocinha bem batida, com inseguranças e sonhos guardados na gaveta. Heath faz a linha mocinho conservador e sem iniciativa; os dois funcionam como um casal meio sem sal, mas que a gente no fundo torce para ficarem juntos e viverem felizes para sempre. Os dois protagonizam algumas situações fofas, e antes que a gente perceba, já se rendeu aos dois.

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O que diabos foi aquele cavalo branco na cena final? Achei completamente desnecessário! Já estava suspirando, torcendo para que eles ficassem juntos e me aparece o Heath num momento bizarro em cima de um cavalo branco!!!!! Forçou demais a barra. Tudo bem que o final era previsível, mas poxa, precisava de um cavalo branco NO MEIO DA RUA?

Em outros comentários, quem ficou com vontade de um empadão depois de tantas cenas envolvendo a tal da torta? Principalmente depois que Sam faz uma lista com todos os sabores! Hehe.

Por fim, quem não queria um filho como o Donny? Acho que a melhor parte sobre o Heath é como ele é um bom pai, e como o filho o faz ser um homem bem tranquilo, pé no chão. E a Sam, no final das contas, combinava bastante com essa família e com o estilo de vida deles. Era o destino.

Pedido de Amizade / Friend Request / Chance At Romance passa no canal Studio Universal.

Com Erin Krakow e Ryan McPartlin.

Ano: 2013.

A música que toca no início do filme se chama AFTERGLOW e é da banda WRECKING SEASON.

Livro: A Garota Que Perseguiu A Lua

imagemVamos ser honestos: de uns tempos pra cá se tornou praticamente impossível fugir das histórias de fantasia nas livrarias da vida. Eu nunca fui muito fã deste gênero e desde o último boom de vampiros, fadas e afins parece que todo mundo só quer escrever sobre isso! Sempre gasto horas nas estantes de literatura estrangeira procurando algo que aborde temas mais “normais”, mas as vezes não tem como evitar. Comprei este livro totalmente encantada pela capa e convencida um pouquinho pela sinopse, torcendo para que o tal mistério do enredo não envolvesse nada muito sobrenatural. Resultado: vamos dizer que este é um romance meio-realista meio-fantasioso, com pontos altos e baixos.

Digo altos e baixos por que A Garota Que Perseguiu A Lua segue duas narrativas diferentes, mas conectadas: a história de Emily, uma adolescente que chega à cidade de Mullaby após a morte da mãe para morar com seu único parente ainda vivo, o avô Vance (para mim, o ponto baixo); e a história de Julia, uma mulher que está temporariamente em Mullaby para administrar o restaurante do pai antes de vendê-lo para voltar ao lugar onde morava (para mim, o ponto alto). O foco é não só nas duas, mas nas relações amorosas delas, Emily atraída por um garoto chamado Win (e pelo segredo que ele carrega), e Julia ainda envolvida com Sawyer, um cara com quem teve um rápido caso no passado.

Julia e Emily são vizinhas em Mullaby, a cidade estranha onde luzes misteriosas aparecem a noite e onde todo mundo odeia Dulcie, a mãe de Emily, por algo que ela fez quando era adolescente. Resumindo: o livro INTEIRO é uma incógnita, por isso até fica difícil explicar sem entregar nenhum spoiler. É ler pra entender.

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Um livro bom para passar o tempo, com uma história que vai te chamar a atenção e outra que vai te entediar. Acredito que a autora quis agradar dois públicos diferentes: um mais jovem e outro mais adulto, e acabou ficando no meio do caminho. Talvez os mais jovens aproveitem todas as páginas, mas para os que, como eu, já não se convencem com tema paixão adolescente que surge do nada, seja difícil enfrentar o romance de Emily e Win. Na verdade nenhuma das situações expostas no livro é muito original, mas Sarah Addison Allen consegue desenvolver a parte que envolve a personagem Julia de maneira interessante, mantendo um ritmo bom, deixando sempre o melhor para o final.

Além disso, não se confie no suspense reservado à família Coffey e às luzes de Mullaby: o segredo foi provavelmente o que mais me frustou. Muito drama para pouca realidade. Se concentre em algumas figuras como Stella, Sawyer e o vovô Vance. E o churrasco da Carolina do Norte. Muito churrasco.

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Ele BRILHA? SÉRIO? Não acredito que aguentei toda aquela enrolação para descobrir que ele BRILHA!!!!!!!!! Aqui entre nós, até se ele tivesse se revelado um vampiro, um lobisomem, ou um pokemon eu teria me decepcionado menos. E quem não adivinhou na primeira página que Win e Emily ficariam juntos no fim?

Deixando de lado a revolta pelo mito dos Coffey, eu adorei o final de Julia e Sawyer, e pela filha deles querer encontrá-los. Ficou uma ótima deixa ali para uma continuação, não? Novamente, meus aplausos pelo desenvolvimento dos problemas de Julia, sua luta para superar a rejeição e sua volta por cima.

Essa autora me deixou bem confusa sobre comprar ou não os outros livros dela. Como disse antes, essa confusão que ela faz com os públicos e o tipo de escrita para cada um deles me desanimou para ler “O Pessegueiro”, outro que me atraiu pela belíssima capa. Será que neste ela elaborou uma história mais interessante para o lado teen da história? Tem que ser mais consistente no enredo, não é, Dona Sarah?

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 A Garota Que Perseguiu A Lua

Sarah Addison Allen

Editora Planeta

256 p

Filme: The Pill

Assim que vi o cartaz desse filme nas recomendações do meu Netflix, o coloquei na lista para assistir depois. A sinopse dele era curta e grossa, e o que eu esperava ser uma comédia romântica bobinha só para me distrair se revelou ser… Bem, uma história muito estranha. Mas adoravelmente estranha. Pelos comentários disponíveis no site, a maioria das pessoas que viu detestou, mas eu me juntei ao grupo dos que gostaram do filme, apesar de ter a trama mais convencional de todas. É a vida real no seu melhor e no seu pior, e acho que por isso as opiniões ficaram divididas: é amor ou ódio. Esse é o The Pill, e até o final deste texto quem sabe você também não escolhe se render ou fugir correndo.

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Preparados para conhecerem um dos casais mais bizarros da ficção? Esses são Mindy e Fred, a dupla que desde o primeiro minuto de filme representa duas personalidades estranhas. Depois de uma noite de bebedeira eles acabam dormindo juntos e, por uma pequena confusão na cama, não usam preservativo. Quando acordam, Fred descobre que Mindy não toma nenhum anticoncepcional e aí começa sua batalha para convencê-la a tomar a pílula do dia seguinte, que é dada em duas doses, com um espaço de tempo de 12 horas entre uma e outra. Mindy toma a primeira, mas como Fred não tem certeza se ela vai tomar a segunda, resolve acompanhá-la o dia inteiro para garantir que ela não vai “enganá-lo”.

Simples? Bem, mais ou menos…

Acontece que Mindy é um tanto louca, da pá virada, e esquisita por falta de denominação melhor. E Fred é o típico canalha, que passa a história toda enrolado em uma mentira, e que é simplesmente um homem, ou seja, que tem muitas dificuldades para entender a cabeça da Mindy, se mostrando insensível em várias situações. É aquilo: duas pessoas que mal se conhecem lidando com as qualidades e defeitos do outro pela primeira vez, em um início de relacionamento bem diferente.

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Vale sim, se você está aberto a uma história bem crua, com cenas mais próximas do real do cotidiano. O que mais me atraiu no filme foi isto: mesmo que a gente se sinta incomodado por algumas das atitudes da Mindy ou do Fred, não dá pra negar que é dessa forma que as coisas acontecem de verdade. Sem ilusão de cena forçada pra ficar mais romântico… A falta de jeito dos dois e as circunstâncias em que eles se encontram conseguem involuntariamente arrancar umas risadas (eu ri bastante, mas as pessoas que estavam comigo não acharam muita graça!).

Então espere sair um pouco da zona de conforto.

Assistir também se transforma num exercício para a gente entender melhor os outros. Bom, nada muito filosófico, mas é interessante como enxerguei na Mindy uma pessoa que conheço bem (sem citar nomes), e percebi que mesmo que a gente tenha pensamentos muito distintos, isso não faz dela uma pessoa totalmente errada, só diferente. E quantas personalidades diferentes da nossa não encontramos por aí todo dia, não é? Não dá para esperar viver só com quem concorda 100% com a gente, tem que estar disposto a ceder quando necessário.

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Não vai me dizer que você detestou o final, que nem minhas outras duas amigas… Eu adorei! Achei que o clima meio misterioso, meio sem sentido combinou totalmente com a idéia do filme, de ser espontâneo. Mindy e Fred provavelmente não eram o amor um da vida do outro, mas sim um casal entre tantos na multidão, e a história deles poderia dar certo ou não, e isso só o futuro saberia dizer.

Acho que o propósito do The Pill é mostrar os efeitos imediatos que uma pessoa causa quando dois caminhos improváveis se cruzam. Quando você dá de cara com alguém que te tira da rotina e te mostra outra maneira de ver as coisas.

No mais, preciso dizer que gosto bastante desse formato de narrativa que se passa em um curto espaço de tempo. Não sei por que, mas esse filme me lembrou muito o Dois dias em Paris… Comparando agora, acho que o desenvolvimento dos dois enredos é bem parecida, com protagonistas esquisitos/famílias complicadas/brigas comicamente dramáticas.

O que você achou? Compartilha comigo aqui abaixo nos comentários!

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Filme: The Pill

Ano: 2011

Com Noah Bean, Rachel Boston e Anna Chlumsky

Disponível no Netflix