Filme: Las Insoladas

Opa! Voltei com mais uma dica rápida para vocês!

Sendo fã e seguidora da Luisana Lopilato nas redes sociais como eu sou, ano passado fui bombardeada com fotos e publicidade sobre o filme novo dela, Las Insoladas. Pena que foi no próprio Instagram da atriz que vi, na seção de comentários, várias reclamações sobre a qualidade do longa. Para piorar, as resenhas que encontrei na internet não eram nada empolgantes… Com essa quantidade de gente falando mal, acabei o empurrando para o fim da minha lista de desejos, e foi somente essa semana que tive a oportunidade de assisti-lo pela primeira vez. Resultado? Aprendi que nunca mais vou pela opinião dos outros! Las Insoladas é feminino, engraçado e diferente. Querem saber mais?

LAS INSOLADAS Payoff

O QUE ESPERAR, AMIGA? VALE A PENA?

A premissa desse filme é tão simples que você duvida que vá dar certo! Seis amigas, de idades e estilos diferentes, vão competir juntas em um concurso de salsa. É dia 30 de dezembro de 1995, sábado, e um dos dias mais quentes do ano. Elas decidem tomar sol no terraço de um prédio para ficarem o mais bronzeadas possível antes da apresentação de dança. Durante a manhã e a tarde, elas conversarão sobre os assuntos mais variados que surgirem, mas, principalmente, sobre uma sonhada viagem à Cuba que gostariam de fazer. Pronto! É isso. Um enredo realmente contado em um dia inteiro; as cenas são divididas por tomadas dos horizontes de Buenos Aires, indicando a hora e a temperatura do momento. Começamos com amenos 27 graus, no início da manhã, e vamos até o pico de 40 graus de calor, pela tarde! Imaginem as meninas tostando no sol!

Se vocês já leram outros posts meus, sabem que eu adoro esse tipo de história narrada em um período curto de tempo. Deixa a gente mais íntimo com o personagem! E acho que justamente por esse enredo despretensioso, que te livra de fazer grandes expectativas, esse é um filme que surpreende. Tudo bem, não tem nenhuma cena chocante, nem nenhuma reviravolta, tiro, porrada ou bomba, mas é extremamente divertido! 

Mas dá para entender por que nem todo mundo concorda comigo… Só gostei de Las Insoladas por que me identifiquei muito com a situação. Eu mesma já passei incontáveis dias lagarteando sob o sol, me bronzeando com algumas amigas, seja na praia, na beira da piscina, no quintal de alguma casa, etc. Nossos papos são realmente parecidos com o que as seis amigas do filme levam, as vezes sem sentido, meio bobos, mas que funcionam para o que a gente precisa. Se eu me encontro com as minhas amigas é para me distrair, conversar futilidades, tirar minha cabeça dos problemas cotidianos. E esse filme me deu uma sensação bem parecida! Ri, me senti parte do grupo e, por um par de horas, deixei para trás o momento ruim que estou lidando agora na minha vida pessoal.

Ah, para completar, vemos muitas referências ao estilo de vida daquela época, desde as músicas gravadas em fita cassete ao item de luxo de uma das garotas: um celular tijolão! As roupas e os acessórios das personagens também são super coloridos e dão uma graça maior à tela.

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JÁ VIU? VAMOS COMENTAR? (cuidado, pode conter SPOILERS!)

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Vamos comentar sim! O que você achou? Eu adorei as chicas! Não teve nenhuma cena que eu não pudesse virar para as minhas amigas e dizer “isso é a nossa cara!”. As danças, as bebidas, as ideias loucas, até mesmo o hábito do grupo de se dividir e algumas meninas falarem das outras pelas costas.

Já imaginava que o filme não responderia à questão se elas conseguiram ou não realizar a viagem que tanto queriam, mas pelo menos a gente teve a oportunidade de vê-las se apresentando. Foi a hora de levantar do sofá e sair dançando pela sala!

Se tivesse que me queixar de algum detalhe … Na minha opinião, para ser melhor o filme poderia ter sido um tantinho menor. E a repetição louca da expressão boluda também me incomodou um pouco, mas nada que tirasse o brilho da história. É totalmente compreensível, eu e minhas amigas também temos palavras que falamos demais.

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Las Insoladas

de Gustavo Taretto

com Luisana Lopilato, Carla Peterson e Maricel Álvarez

2014, 104 minutos